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O sono do bebé

Não acorde um bebé que dorme.
Um recém nascido dorme raramente toda a noite. Compreender como funciona o seu sono pode ajudar os pais a suportar as noites em branco.....

Ao voltar da maternidade, o bebé oferece um concerto todas as noites. Acorda de 2 em 2 horas e vai precisar de semanas ou mesmo meses para encontrar o seu ritmo e conseguir dormir toda a noite.
O bebé tem fome todas as 3 /4 horas. Dormir não chega para acalmar a sua fome, ele precisa de mamar. Enquanto não pesar pelo menos 5 kg, ele não terá reservas energéticas suficientes para poder passar uma noite inteira sem comer. O bebé obedece a um relógio interior. Ele não acorda exclusivamente pela fome: os prematuros alimentados em permanência por perfusão também acordam de 3 em 3 horas. Todos obedecem a um relógio interno programado pelo cérebro. Só que esse programa de sono não corresponde ao dos adultos e pode ser mesmo ao contrário.
O bebé não distingue o dia da noite. Ele não sabe que a noite é para dormir, mas os pais podem dar-lhe alguns pontos de referência e ajudá-lo aos poucos a fazer a distinção. Durante o dia não feche as cortinas do quarto, mantenha a iluminação natural, os ruídos normais da casa, o aspirador , a rádio e a televisão. Não caminhe em bicos dos pés. Quando amamenta o bebé converse com ele, interaja nesses momentos. De noite não acenda as luzes, não fale nem brinque com o bebé enquanto o amamenta ou muda a fralda. Verá que aos poucos ele irá criando pontos de referência para diferenciar a noite do dia. O recém nascido quando adormece, inicia o sono na fase de sono agitado ou de "sonho", contrariamente aos adultos que adormecem em sono"lento". Esta fase caracteriza-se por um sono agitada. O corpo é mole, relaxado, a cabeça pende ao lado, os dedos estão abertos, mas o rosto agita-se, faz caretas, geme, chora, abre os olhos, etc. Isso não significa que o bebé tem cólicas, sofre ou vai acordar. A seguir a esta fase segue-se uma fase de sono lento e calmo. A respiração é lenta, o corpo tem mais tónus muscular, o bebé encolhe-se e fecha os punhos, o rosto não tem expressão e os olhos estão imóveis. Durante um período de sono que dure 2 a 3 horas, o recém nascido vai alternar 2 ou 3 fases de sono agitado e 2 ou 3 fases de sono calmo.
Quando o bebé se agita no sono ele está a sonhar! Este é o erro mais frequente dos recentes pais e que conduz a graves distúrbios de sono na criança. Poucas pessoas conhecem esta realidade do sono agitado e é frequente interpretar tudo como um sinal de acordar ou sinal de sofrimento. Não é a boa altura para levantá-lo da cama e de acordá-lo de verdade pois isso destabiliza completamente os seus ciclos de sono. O bebé vai registar no seu cérebro que a seguir a uma fase de sono agitado ou de "sonho" é altura de acordar em vez de encadear um ciclo de sono calmo. Estes acordares repentinos provocados pelos adultos, que acreditam erradamente que precisam de intervir, incomodam o repouso normal do bebé, fatigam-no e impedem-no de encontrar os seus próprios ritmos.. Aí ele chora, não sabe onde está, está tão cansado e perdido que nem sabe porque chora..... Os pais inquietam-se, experimentam tudo, mudam-no, despem-no, alimentam-no, ele até mama pois já nem sabe se tem fome ou não, e a seguir vêem as cólicas, pois ainda nem tinha digerido a ultima mamada....... Forma-se assim um verdadeiro ciclo vicioso no qual os pais acreditando estar a fazer bem, prejudicam enormemente a aprendizagem do bebé. Todos os pais deveriam saber que um recém nascido que se "sente mal" reage sempre como se tivesse fome. Os pais devem saber interpretar correctamente o choro do bebé para não caírem no erro de o alimentar a toda a hora. Este fenómenos de hiperexcitação do recém nascido, porque os pais não compreendem as suas necessidades de dormir e a agitação da fase de sono de "sonho" são extremamente frequentes. É preciso reflectir sobre os nossos comportamentos perante um bebé que se agita no seu sono ou que tem dificuldade em adormecer, e não ter medo de deixar chorar alguns minutos, em vez de entrar neste ciclo vicioso. É muito mais grave quebrar o ritmo de sono de um bebé que deixá-lo chorar alguns minutos sem o consolar. Evitar este encadear de acordares intempestivos, de dificuldades em adormecer, significa evitar a escalada da angústia e das inseguranças. Ser pai, é transmitir segurança ao bebé, compreender o seu funcionamento, não se culpabilizar ao menor grito, não se precipitar ao 1º choro ou movimento. Ser pai, é aceitar que o bebé que procura organizar-se à saída da vida uterina, possa ter algumas dificuldades a encontrar esse ritmo e dar-lhe tempo e meios para o encontrar. Dar-lhe o direito de chorar um pouco! Compreender que intervir não é sempre ajudar. Saber calar-se, saber não se mexer, resistir ao desejo de o alimentar outra vez, esperar calmamente que o bebé se acalme no seu sono, ou adormeça se está acordado, não é fácil........Compreender isto é uma das chaves do equilíbrio de toda a família.
Enquanto dorme, o bebé cresce e constrói a sua inteligência. O ideal seria de nunca acordar um bebé que dorme nas 2 ou 3 primeiras semanas de vida, nem quando é hora de mamar nem quando tem visitas, nem para conhecer os avós, deixá-lo encontrar o seu próprio ritmo, ajustando à sua maneira os momentos de fome e as fases ainda fetais de sono.
No caso de bebés frágeis devemos modificar estas atitudes. Os bebés prematuros, ou muito pequenos para o termo, ou que nasceram em condições obstétricas difíceis. Nestes casos a segurança é prioritária e pode justificar-se acordá-los pois estão demasiado cansados para emergir do sono, reagem menos à sensação de fome e arriscam-se a entrar rapidamente em hipoglicémia (baixa de açucar no sangue). Para os outros, a maioria dos bebés, todos os que estão bem, nenhuma situação exterior , dos nossos horários e necessidades de adultos deveria poder incomodar um bebé.
Um recém nascido tem necessidade de dormir muito. Cerca de 20 horas para alguns, um pouco menos para outros. Quando dorme em sono calmo, o bebé secreta a hormona de crescimento. Quando dorme em sono de "sonho", o bebé activa a sua memória e as suas capacidades de aprendizagem. Apesar da fadiga dos pais, é preciso aceitar o seu ritmo e pôr-se ao ritmo do bebé no 1º mês de vida, tentando dormir durante o dia entre as mamadas, vivendo ao lado do bebé com o mínimo de actividades exteriores. Antigamente as mulheres ficavam deitadas 3 semanas ao lado dos seus bebés sem ter o direito de se levantar. Se essas prescrições tinham um outro objectivo (acreditava-se, erradamente, que isso evitava as flebites e as embolias após o parto), tinham um espectacular efeito positivo nos primeiros dias do bebé, favorecendo o aleitamento materno e o sono espontâneo. Só a partir dos 6 meses é que se deveria começar a moldar o bebé aos horários da família.




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